A escola como destruidora de mentes criativas

Professores e gestores devem cultivar espaços em que a imaginação seja livre para trabalhar. Eles não devem penalizar erros, mas valorizá-los como sendo parte do processo criativo. Para fomentar a criatividade, as escolas devem trabalhar para promover o pensamento divergente e a colaboração entre os alunos.

O que temos hoje? Uma escola que destrói, dia a dia, a capacidade criativa e imaginativa que toda criança esbanja quando pequena. E o pior de tudo é que nem a desculpa da “garantia do diploma e do emprego” é mais válida, visto que, nem de longe, escolas (que já não faziam isso, só garantiam a passagem no vestibular) e faculdades conseguem mais o “brinde” para boa parte dos cursos que oferecem.

Se seu filho, irmão, ou conhecido não anda com interesse na matéria, ou está com o tão na moda termo “déficit de atenção/aprendizagem”, desconfie: é muito mais fácil o problema estar na escola, ou na matéria.

Cultura, atitude, imaginação, conhecimento, habitat e, claro, recursos. Está tudo conectado. É o que precisamos. Quem já oferece isso, ou parte? Apenas creches ou alguns grupos de estudos “especiais”.

Especialistas no mundo todo são unânimes em criticar este sistema educacional, que foi baseado na sociedade industrial. Comparemos a escola com uma fábrica. É igual! Mas alunos não são produtos.

A coisa é tão feia que a indústria escola divide os alunos em lotes. Isto é um absurdo. Nosso sistema educacional foi concebido sob a cultura intelectual do iluminismo no mesmo período da revolução industrial. A educação pública surgiu após o século 18, adotando um pensamento acadêmico específico. Ou você é inteligente, ou não, sob certos preceitos. E é aí que o mal acontece: pessoas brilhantes pensam que não o são, apenas por não se “enquadrarem” neste modelo que algumas outras se enquadram.

Todos os países sérios estão no momento reformando seu sistema educacional.

Não são críticas soltas, sem fim, apenas para alfinetar alguém, mas uma triste realidade que precisa ser enfrentada. Como realizar essa revolução em nosso sistema de ensino? A caminhada é longa, mas como educador (assim permito me chamar) sei que minhas pernas aguentam.

Sobre TDAH

Por que as crianças francesas não têm Deficit de Atenção? http://equilibrando.me/2013/05/16/por-que-as-criancas-francesas-nao-tem-deficit-de-atencao/

Pai do transtorno de déficit de atenção declara-se mentiroso http://portugalmundial.com/2014/01/pai-do-transtorno-de-deficit-de-atencao-declara-se-mentiroso/

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